Começaram as aulas
Recomeçaram as aulas e recomeçam as polémicas sobre o sistema de ensino. Neste momento e assim de repente temos o problema da colocação dos professores, dos manuais escolares e do encerramento de escolas.
A colocação dos professores sempre foi e será uma fonte de descontentamento. Se é por um período de um ano não dá estabilidade ao sistema de ensino nem á escola. Concordo que não deve ser bom andar de casa ás costas em cada ano que passa, se existe familia então deve ser terrível. O Ministério adopta um período de três anos e mesmo assim há quem reclame.
Temos a polémica dos manuais escolares, que devem vigorar por um período de seis anos e já saem desactualizados devido ás novidades cientificas. Penso que aqui cabe ao professor actualizar essa informação. Bem sei que deve ser uma mina de ouro para as editoras a mudança constante dos conteudos. Deve ser das poucas edições em Portugal que têm as vendas asseguradas.
Finalmente o encerramento das escolas. Bem sei que mais uma vez é o critério economicista que prevalece mas fico estupefacto quando há verdadeiras manifs de pais porque os seus rebentos têm que se deslocar quatro quilometros das suas terras para a nova escola.
Bem sei que a educação é um direito, que tem sido uma das nossas maiores lacunas como Democracia, mas mais que a proximidade devemos lutar pela qualidade do ensino e pela sua "utilidade". Não vi ainda nenhuma manif onde os pais reclamem da boa qualidade prestada pela escola a encerrar, estão todos a protestar contras as distancias e os "incomodos". Criamos uma geração onde se fica com a noção que o direito á educação é ter onde deixar os filhos durante parte do dia e para tal convem que seja perto e cómodo. Esta sujeição da comodidade em detrimento da análise da qualidade é que me fere.
A ministra pode ter imensas lacunas e ser prepotente, mas nestes casos tenho que concordar com ela.
4 Comments:
Quase todas as crianças de Lisboa ou do Porto estudam a mais de 4 km de casa...
beijinhos, boa semana
Enquanto os pais virem as Escolas e os tempos livres como depositários dos filhos, deixando aos outros a responsabilidade de educar os seus filhos, estamos mal. Enquanto o governo não criar condições para que os pais tenham capacidade de eles próprios educarem as crianças, tambem estamos mal. É que em muitos casos,as crianças passam na realidade apenas cerca de 2 horas por dia com os pais... Talvez seja necessário que os pais tenham a possibilidade de interferir de forma mais activa na eudcação dos filhos. O que nem sempre é possivel. Ou seja, se houvesse medidas de conciliação trabalho-familia, ganhavam todos: alunos, pais, professores e Ministério da Educação...
Mas como não as vejo, só vejo escolas a fechar e linhas telefónicas para os professores desabafarem... Acho que perdemos todos... e todos temos culpa...
As vitimas, essas, são sempre as mesmas.
Macambuzia,
Concordo inteiramente, a educação deverá ser proporcionada pelos pais sendo que o conhecimento deverá ser veiculado pela escola. Infelizmente os pais com a desculpa da "falta de tempo" transferem toda a responsabilidade para as escolas. Mais do que a quantidade de tempo que se passa com os filhos deve ser a qualidade desse tempo. Estamos potencialmente a "criar" mais do que "educar", isto faz com que como compensação pela "falta de tempo" se ofereçam bens materiais e se desculpe toda e qualquer atitude dos "queridos" filhos.
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O ensino não deve ser valorizado pela distancia mas pela vontade que os intervenientes têm, pais, alunos e professores. Infelizmente todas as desculpas são válidas para a perpetuação de uma escolaridade artificial onde se usa a escola como ATL.
Boa noite
Na escola da minha filha não há aulas até às 17h30 conforme diz a ministra.
Como funcionária pública não tenho direito a ir às reuniões a não ser que falte, claro.
(uma falha na legislação)
trabalhei no ME, no local onde se efectuam os estudos GIASE que fornecem os dados à ministra.
Os princípios iniciais eram bons (começou há bastante tempo) mas ...
como tudo....
degenerou....
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